EDIÇAO Nº V
3ª SEMANA, 3º NÚMERO DE JANEIRO DE 2009
Continuação Ciclo de homenagem a Paul Newman (Ver inÃcio)
Face à sua perda, precisamos, pelo menos, de não
deixar a memória cair na banalidade mediática que tende a descrever os
actores como seres mais ou menos fúteis e pitorescos, menosprezando a
intensidade humana que o seu trabalho pode envolver», tendo igualmente
lido aos microfones da Antena 1, no dia da sua morte, o seguinte texto:
«Era uma notÃcia esperada — mas é uma notÃcia inevitavelmente,
irremedia- velmente triste. De facto, sentimos que desapareceu um dos
monstros sagrados da mais nobre tradição de Hollywood: um grande actor,
também um grande cineasta e uma figura pública sempre empenhada na
defesa da dignidade humana.
Em termos especificamente cinematográficos, sentimos também que há um
capÃtulo que, definitivamente, se encerra — os seus protagonistas eram
três actores cuja fulgurância mudou o cinema americano em meados dos
anos 50. Ou seja: James Dean, que teve um fim trágico em 1955, contava
apenas 24 anos; Marlon Brando, que faleceu em 2004; e Paul Newman.
Todos eles passaram pela escola do Actors Studio, todos eles impuseram
um novo modo de representar, inspirado no Método de Stanislawski e
favorecendo a expressão das emoções mais recônditas, porventura mais
proibidas, dos seres humanos. Um filme dessa época, «VÃcio de Matar»,
realizado por Arthur Penn em 1958, pode simbolizar a revolução estética
que Newman protagonizou — aÃ, ele interpretava a figura mÃtica de Billy
the Kid, transformando-o num herói atormentado, expondo no écran as
convulsões de todos os seus fantasmas interiores.
A mesma intensidade ficou em tÃtulos lendários como “Gata em Telhado de
Zinco Quente� (também em 1958), «A Vida É um Jogo» (em 1961), «Buffalo
Bill e os �ndios» (em 1976), «O Veredicto» (em 1982) ou «A Cor do
Dinheiro» (em 1986) — no caso de «A Cor do Dinheiro», por assim dizer,
passando o testemunho a um dos seus herdeiros directos, o actor Tom
Cruise.
Vale a pena lembrar que a última personagem de Newman foi apenas uma
personagem de voz. Chama-se Doc Hudson e fazia parte das figurinhas do
filme «Carros», o desenho animado dos estúdios Pixar.
Talvez seja um bom
sÃmbolo da excelência de Newman — mesmo só com a voz, ele sabia dar vida
a uma personagem. Não tenhamos dúvidas: vamos sentir a sua falta.»
VOCÊ VIU ? LEU ? OUVIU FALAR ? TIROU FOTOS ?
O NOSSO JORNAL PODE SER AINDA MAIS SEU, PODE SER MAIS RICO, MAIS
COMPLETO.
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Hoje, nesta crónica, vamos «aflorar» questões inerentes ao «bem viver»,
à «vida» com alma e espÃrito!
Cansados de
penar, sofrer, pouca realização e alienados pela «depressa» da «busca da
felicidade», um instante só, um passo mais apressado, um passo mais
descontrolado…E tudo pode ficar vetado, bloqueado, … causando
retrocessos inimagináveis… causando retrocessos complicados! Sem
entender, o que «é teu, à tua mão vem parar», revoltas podem surgir. Não
entendem que calma, paz, harmonia são indispensáveis... não entendem que
o que se é hoje, é o acumular dos actos do passado...
VER E SENTIR
Cristina Maia Caetano
(III)
Iniciemos com o nosso quer, o nosso desejo, a nossa libertação, o viver
melhor e em maior abundância de felicidade, primeiro connosco, e
depois... é só esperar para irradiar à nossa volta, para os outros, para
a sociedade, para o mundo...
Depois,...apercebendo-nos de que a alma é o que sente e que o espÃrito o
que sabe. Com essa consciência presente em cada um de nós,
libertem-se... e vivam intensamente cada minutinho que a vida presenteia
cada um de nós. Quanto ao viver,... bem..., é de facto a questão talvez
mais importante de todas. A consciência de como se vive, porquê é que se
vive e com quem, são talvez os trunfos mais importantes para nos
sentirmos bem connosco próprios, estáveis, pacientes e sabedores.
Deste miúda que me lembro de ouvir várias achegas populistas, que
consoante o momento serviam ou deviam servir para perceber a razão da
lógica de se viver. «A vida nem sempre é o que nós queremos»; «dá tempo
ao tempo»; «o que é teu à tua mão vem parar», são bem o exemplo desses
apanágios. Depois,... Rapidamente percebi que para ser de facto
verosÃmil, tinha de acreditar no que dizia. E o tempo? … Esse passou e
continuou a passar! Até que… comecei a duvidar, questionar e sem
confiar! E aÃ… depressa me apercebi que «tinha de ver para crer».
Sei bem que isto não é apenas comum a mim, mas a dezenas de milhares de
pessoas. A viagem ao interior de qualquer ser humano, é pois decerto,
penosa e pode bem demorar mais tempo do que se pretendia, mas é sem
dúvida preciosa para a compreensão da vida com um aproveitamento
positivo e uma amplitude maximizada. Também é a única que dá sentido e
enche em plenitude as achegas populistas referidas. Se a vida nem sempre
é o que queremos, se calhar, é porque podemos ainda não termos
descoberto o que melhor se encaixa a nós, ou simplesmente porque ainda
não chegou a altura certa... mas talvez apenas a altura de experiências
para mais tarde chegarmos lá mais fortes e bonitos. E é aqui que «dar
tempo ao tempo» pode ser uma prova penosa e inultrapassável.
Tentem pois lembrar-se que se não têm certeza de como actuar; do que
fazer e de como deixarem de se sentir encurralados, não desesperem!
Pensem que talvez não tenha mesmo chegado a altura certa de agir, ou
então reflictam muito e bem! Não tenham medo de escutar a vossa voz, a
voz do vosso interior, aquela que guia sem nunca nos enganar, a voz da
centena divina de cada um de nós...
E depois..., não se esqueçam de ficar sempre acompanhados com a certeza
que o melhor é mesmo não se fazerem julgamentos...