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EDIÇAO NºXIV , 4ª SEMANA, 4º NUMERO  DE MARÇO  DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade

A COLUNA DE Jorge M. Pinto
CASOS AO ACASO

Nota introdutória elucidativa: (Essencial à compreensão de quanto se relata...). (Ver esta nota no seguinte endereço: Arquivo IV. )
                          

 

Empolgação

Contava-se que este mesmo colega (ver número anterior-Conversa aprazada)- indivíduo que na realidade além do gosto por discursos tinha a preocupação de rebuscar termos - na fase do enfim...sós (o mais logo a que se referira para a conversa com a esposa) lhe terá dito:

Prepare-se, Miquelina, que a vou acometer. Não com o objectivo único da concupiscência mas com os altos e louváveis desígnios da propagação da espécie.

No momento em que a noiva se terá mostrado um pouco mais entusiasmada a terá repreendido também, dizendo:

Miquelina, Miquelina: Não seja lúbrica senão, desmonto-a !

 

Onde se fala da velocidade do vento...

- Um domingo de podre calmaria na baía de Luanda, disputávamos uma regata montados em SNIPES (pequenos veleiros de um mastro, duas velas, e dois tripulantes, que na época eram muito populares).

A perna do percurso a cumprír, cobria um trajecto quase paralelo à avenida que circunda a baía de Luanda, e que naturalmente tinha marginando-a, além de magníficas palmeiras imperiais, implantados os postes (espaçados de 30 metros?) da iluminação pública.

Os pequenos veleiros quase parados preguiçosamente jogavam ao sabor da suavíssima mareta e quase inexistente aragem.

O velejador, parte da tripulação de uma das embarcações engajadas na competição, deitado no casco, disfarçadamente com a mão ia remando assim querendo levar vantagem sobre todos os outros.

Logo diz um dos participantes (M.V.C.) que lhe nota a ilegal e encoberta manobra:
Não te esforces que não vale a pena ! Estamos todos sujeitos ao mesmo vento e à única velocidade de três candeeiros por hora, quer tu remes quer não remes ... !

 

Brinquedos

- Na época, (anos 50) o transatlântico PATRIA, era o orgulho da frota da marinha mercante portuguesa já pelas suas luxuosas instalações já pela considerável velocidade que conseguia alcançar. Era num belíssimo paquete, com mais de 20.000 toneladas de arqueação bruta.

Na mesma época, um grupo de jovens (entre os 15 e os 25 anos) tinha por hobby, o desporto da Vela. Treinávamos, quase sem intervalos, durante toda a tarde de todos os sábados, e o dia inteiro de todos os domingos.

Para descanso, era hábito deixarmos os barcos ancorados a pequena distância da praia a que arribávamos, fazendo-nos convidados para almoçar com famílias que já o faziam, a grande maioria das quais sem sequer as conhecermos.

Descarados, autênticos penetras simplesmente nos in-filtrávamos, e até que nem éramos de todo mal recebidos !!!

Quando não arranjávamos a quem cravar o almoço, uma vez as velas arriadas e já na praia, comíamos a qualquer coisinha do nosso farnel e voltávamos às pequenas mas ágeis embarcações para prosseguir no treinamento.

Numa dessas pausas, enquanto repousávamos após uma manhã inteira de intenso velejar sob vento fresco, alguns garotos (muito pequenos mesmo), resolveram da água subir aos veleiros deles fazendo pranchas para os seus mergulhos. Parecia mesmo que com isso muito se divertiam.

Notando-o, o meu companheiro de desporto, -o mesmo M.V.C. referido no epísódio anterior- receoso de que a actividade dos garotos viesse a prejudicar qualquer das frágeis peças componentes do aparelhamento do barco, advertiu-os:
- Oiçam cá: Porque é que vocês não vão brincar com «O Pátria» ?


OS ECOCLUBES

Promover o ambiente, a sustentabilidade e a saúde

 Arlete Piedade

Esta divulgação resulta da concretização de uma colaboração entre o jornal Raizonline e Sónia Vieira, Promotora Nacional dos Ecoclubes e coordenadora do Projecto Jovens, Ambiente e Cidadania na região norte e enquadra-se numa política de estabelecimento de protocolos entre o nosso jornal e organizações congéneres e outras.

http://jovensambienteecidadania.wordpress.com/
http://www.ecoclubes.org/

Ecoclubes são constituídos por grupos de crianças e jovens, entre os 10 e os 25 anos, que ao contrário de outros clubes do ambiente, elegem os seus líderes e tomam as decisões.

Os Ecoclubes desenvolvem actividades para a protecção do ambiente, e promoção da saúde das comunidades, em colaboração com municípios, escolas e outras organizações locais.

Tiveram origem na Argentina em 1992 através de um grupo de jovens que fez campanhas junto da população, promovendo a reciclagem e actualmente já existem 560 espalhados pela América Latina, Europa e �frica, envolvendo 12.000 jovens em 28 países que juntos constituem a Rede Internacional de Ecoclubes (RIE).

O objectivo destas associações ambientais é de promover a participação de jovens na melhoria das suas comunidades, desenvolvendo actividades que favoreçam a mudança de condutas das pessoas, através de acções de sensibilização, como exposições, visitas porta a porta, peças de teatro, plantação de árvores e outras.

Os temas a tratar podem ser desde reflorestação, saúde pública como por exemplo o tabagismo, aproveitamento sustentável dos recursos como a água, e para a sua formação e das populações convidam técnicos locais para palestras e cursos de formação, usando os meios de comunicação como a TV, a imprensa, a rádio e a internet, para difundirem as suas mensagens.

Para se integrarem entre si e com outros ecoclubes ou organizações ambientais e da comunidade, realizam acampamentos, actividades recreativas, intercâmbios e encontros de âmbito nacional e internacional.

Para se constituir um ecoclube é necessário um grupo de jovens entre os 10 e os 25 anos e um facilitador que é uma pessoa maior de 25 anos que ajuda nos contactos com as entidades e a comunidade, sendo os representantes eleitos pelos jovens que tomam as decisões definindo o rumo e o futuro do ecoclube, fazendo a escolha de um tema, a planificação de actividades para o semestre, e a marcação de reuniões semanais e seus locais.

Após seis meses de actividades desenvolvidas e de informação do promotor nacional, o ecoclube é oficializado. Para se auto-financiar, pode recorrer á venda de materiais, patrocínios de empresas e autarquias, candidatura e programas de apoio existentes e mobilização de voluntários.

 

      2009 é o ano da Reforma Ortográfica.

2009 é o ano da Reforma Ortográfica. Em casos como* AUTOESTIMA*, o hífen cai. A sua é que não pode cair.*
Em algumas palavras, o acento desaparece, como em *FEIURA*. Aliás, poderia desaparecer a palavra toda.
O acento também cai em *ideia*, só que dela a gente precisa. E muito.
O trema sumiu em todas as palavras, como em *inconsequência*, que também poderia sumir do mapa.
Assim, a gente ia viver com mais *TRANQUILIDADE*. Mas nem tudo vai mudar.
ABRAÇO** *continua igual. E quanto mais apertado, melhor.
*AMIZADE* ainda é com «z», como vizinho, futebolzinho, barzinho.
Expressões como «EU TE AMO.» continuam precisando de ponto.
Se for de exclamação, é «PAIXÃO», que continua com *x*, como *ABACAXI*, que, gostando ou não, a gente vai ter alguns para descascar.
Solitário* ainda tem acento, como *Solidário*, que só muda uma letra, mas faz uma enorme diferença.
CONSCIÊNCIA* ainda é com *SC*, como *SANTA CATARINA*, que precisa tocar a vida pra frente.
E por falar em VIDA, bom, essa muda o tempo todo, e é por isso que emociona tanto.

Enviado por Antônio Carlos Affonso dos Santos