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EDIÇAO NºXIV , 4ª SEMANA, 4º NUMERO  DE MARÇO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade



Prosa e mito Caipira


     
      Antônio Carlos Affonso dos Santos.

                        ACAS, o Caipira Urbano.



         
900 vezes bom dia

Das veiz eu gosto de apreciá as natureza!

Das veiz eu gosto de apreciá as natureza! Nóis que é da roça, muitas das veiz adivinha se vai chovê; se o sór vai saí; se o vento é de chuva ô de tempestade; quar é a hora de prantá o arrois, o mío ô o fejão. Nóis sabe. E num é que ninguém ensinô nóis não; - só se for Deus.

Mais, na natureza tem os outro ser vivente que nóis arrespeita. Tem as borboleta que enfeita as mata ( eu aprecio por demais uma borboleta chamada «dama da noite» que tem deiz veiz o tamanho das outra, toda azur, e que só sai no poente do sór, bem no lusco-fusco). Gosto dos passarim tamém; inda mais se fôr bunito e subé cantá. Mais os outro bicho muitas das veiz nóis mata pra cumê. Eu só nunquinha que tinha pensado nas inteligença dos bicho, inté que eu mêmo vi com meus óio, que a terra há de cumê.

Num domingo com sór de estralá mamona, eu tava na rede da varanda dando um cochilo. Acordei com um bem-te-vi cantando ali no balaustre, numa lunjura de uma braça. Na varanda tinha um trem véio que a muié dexô ali pra numseioquê. Em riba duma mesa, tinha um vidro branco que eu achava que era remédio. O vidro de boca estreita tava pela metade de água (parece que a muié colocava flôr nele, como se fosse vaso). O bem-te-vi viu o vidro e ficô rodano em vorta. Deu uma ô duas bicada no vidro duro; dispois subiu no gargalo e enfiô o bico: a água tava muito embaxo. Tentiô, pelejo, umas deiz veiz. Desacorçoado ele vuô, foi embora. Pensei que ele tinha desistido, quar o quê! Ele vortô cuma pedrinha no bico, subiu no gargalo e jogô a pedra lá dentro e azulô, foi embora. Mais ele vortô mais deiz, vinte, trinta veiz., e cada veiz tacava a pedrinha lá dentro. Eu cansei de vê aquilo e dormi, tarveis uma meia hora.

Quando acordei, vi o vidro que tava com pedra até o pescoço. Ao lado do vidro, o bem-te-vi com a famía ( uma fema e dois fióte). Um de cada veiz subia no gargalo do vidro e tomava água à vontade.
 
Das veiz eu penso os home são anssim tamém. A diferença é que muitos deis adesiste de carregá pedra, mêmo que isso seja bão pra famía e pra si própio.

 

O Caboclo D´ �gua

Passo este conto, que teve gestação de três anos e meio. Espero que tenham carinho por ele. A cidade de Santa Cruz das Posses (SP), tem gravado em minha memória lembranças da única vez que lá estive, no auge de meus dez anos de idade: -Faz muito tempo!!!!!!!!!!!

PARTE I

- Acharam um corpo no rio!
Este grito ecoou na cidade de Santa Cruz das Posses, estado de São Paulo. Era Angenor dos Santos, misto de comerciante de secos e molhados e juiz de paz que, seguido um bando de garotos, gritava aos quatro ventos:
- Acharam um corpo no rio!
- O quê?; repetiam as comadres, enquanto retiravam as panelas do fogão à lenha e engrossavam o cordão de curiosos.

Na ânsia de chegarem ao local no qual estaria o corpo do desinfeliz, a Inácia, a matriarca dos Silva e descendente da tribo Caiapó (que habitava a região desde o descobrimento do Brasil pelos portugueses), parou de supetão na margem do rio. A fama de catimbozeira com a qual a velha índia Inácia era conhecida, não era vã!
Num repente, a Inácia começou a tremer e girar a cabeça, braços e pernas; em seguida começou a guinchar e rodar de um lado para o outro. E se atirava no chão, cada vez que olhava para os céus. Num átimo, gritou um grito horrendo, que congelou as veias até dos mais céticos, fazendo que até os cachorros ficassem mudos:
- Parem! Gritou mais de uma vez.

Angenor, que estava providenciando o batelão para buscar o corpo, nem havia reparado na velha feiticeira, tomada pelas entidades espirituais, ali, nas barrancas do rio. No entanto, ouviu sua última ordem. Angenor chegou perto da catimbozeira, que continuava de olhos fechados. Sem saber se ela estava consciente ou não. Angenor ficou assuntando, enquanto dava voltas e mais voltas ao redor da velha. De súbito, criou coragem e falou com toda a força dos pulmões e autoridade de juiz de paz:
- Eu estou providenciando o transporte do corpo Sá Inácia, disse o Angenor.

PARTE II

A velha catimbozeira abriu um dos olhos ao mesmo tempo em que parou de tremer o corpo:
- Num carece fío, respondeu. O corpo foi pra o fundo e só vai vortá quando o espírito se desprendê da matéria!

Todos que a ouviam nesse momento, fizeram o nome do pai e se persignaram.
-Não é possível, Sá Inácia! Eu próprio ajudei a colocar o corpo encima do tronco lá na curva do rio. Só não achamos o batelão. Por isso vim aqui buscar um trator pra ajudar na remoção do corpo.
- Zi fío, ocê num teima com a véia não. Eu sei que o corpo tá no fundo do rio, bem do lado do batelão, deiz braça pra baxo do tronco que assuncê falô.
-Então eu vou lá, Sá Inácia.
-Vai fío, mais tem que levá as proteção: pra assuncê e pra os ôtro que vão com assuncê. Passa lá em casa nas ora arta que eu vou te dá um patuá pra te protegê do caboco d´água, que mora no Rio Pardo, que tá muito brabo com os ocurrido.

- O que aconteceu, Sá Inácia, fala pra mim.
- Ocê vai vê o Angenor, ocê vai vê!
Dito isso a Sá Inácia saiu do transe e ficou observando a turba que a circundava. Deu-se conta que estava sentada no chão e pediu uma ajuda para levantar-se, no que foi atendida por dois homens parrudos que estavam ali, estupefatos, ouvindo a velha catimbozeira. Um misto de respeito, curiosidade, devoção e medo é o que impulsionavam aqueles homens e mulheres a permanecerem ali ao lado da Sá Inácia.

Angenor foi até o sítio de um compadre pegar o trator emprestado, cordas, lonas, cobertores, coróte de água e ajudantes. Tudo que pudesse ser útil naquelas condições. Passou dirigindo o trator nas imediações da ponte. A Sá Inácia já havia ido embora, ficando apenas um bando de garotos e seus cães, algumas mulheres e uns poucos velhos de visão turva, todos curiosíssimos em saber das novidades.
Começou a soprar um vento frio. Angenor sentiu sua espinha arrepiar. Lembrou das palavras da Sá Inácia; sentiu medo! Mas ele tinha muito o quê fazer; ah, isso tinha...!

PARTE III

Angenor levou o trator até a margem onde houvera dito que deixara o corpo. Ajuda, no etnanto não xconseguiu, pois todos que trabalhavam no eito do compadre já tinham ido para suas casas. Manobrou o trator para chegar o mais próximo possível da barranca do rio. Tomou a corda de trinta braças de comprimento e a amarrou fortemente no eixo traseiro do trator. Sua intenção era descer até o tronco e amarrar o defunto na ponta da corda, voltar ao trator e puxar devagar o corpo até que chegasse ao alto do barranco; aí sim iria buscar o prefeito, o delegado, o boticário e quem mais fosse autoridade para decidir o que tinha que ser feito.

Deixou o trator funcionado no ponto morto. Enrolou as trinta braças de corda no ombro e começou a descida par ao leito do rio, agarrando-se à raízes e galhos dos ingazeiros que ali haviam às centenas. O sol já estava quase no horizonte; afinal estava chegando a noite. Olhou por todos os lados e não viu o tronco onde ele havia deixado o corpo do afogado.

Angenor descalçou as botas, soltou o facão Jacaré de vinte polegadas da cintura com bainha e tudo, tirou a camisa e mergulhou no rio. A água do Rio Pardo, como o nome já deixa transparecer, era escura; mesmo assim, com a luz difusa do sol, vislumbrou o batelão onde provavelmente o afogado estivera antes de acontecer o infausto.

Com muito esforço empurrou o batelão para a tona. Usando a ponta da corda, amarrou a proa do batelão, num tirante donde os pescadores costumavam encaixar uma «carranca», que ali não estava. A noite começou a descer. O Angenor estava muito cansado do esforço desprendido para içar o batelão do fundo do rio. Respirou fundo e fechou os olhos: ora, pensou; como pode o corpo do afogado ter saído do lugar?

Mais uma vez pensou nas palavras da catimbozeira e sentiu arrepios pelo corpo. Pensou em ir buscar ajuda com os outros homens do lugar, pois não sabia muito bem o quê fazer. Despejou água do coróte sobre a cabeça, enrolou-se por uns minutos num cobertor que houvera trazido, até que se lhe refrescassem as idéias. Quando vestiu a camisa, sentiu que o batelão começou a se mexer e que iria emborcar nas águas do rio. Quando se virou, viu duas mãos muito grandes e uma cabeça de um monstro, cheias de lodo, raízes e plânctons.

Naquele instante, sabia que o caboclo d´água estava se manifestando, pois a proteção do barco só acontecia se no barco houvesse uma carranca ou um pirangueiro de muita espiritualidade; sendo o Angenor ateu, sabia que o caboclo d´água queria levá-lo para o fundo rio. Incontinenti, pegou o facão marca Jacaré de vinte polegadas e aplicou um golpe no caboclo d´água. Ouviu-se um urro aterrador do monstro, enquanto os dedos das duas mãos do caboclo d´água caíram no fundo do bote. O monstro então voltou para o fundo do rio.

Algumas pessoas que estavam próximas do local ouviram os urros do monstro e, entre apavorados e loucos, foram em busca da Sá Inácia. Quando esta chegou, já lá estava o prefeito, o delegado, o boticário, o padre e o sacristão, e toda a molecada e todos os velhos de Santa Cruz das Posses. Quando o Angenor contou o ocorrido e mostrou os dedos do caboclo d´água, todos se persignaram; até a Sá Inácia.

Ninguém, nem mesmo o Angenor, quiseram mergulhar no local para ver se encontravam o corpo. O delegado opinou que era melhor esperar o dia amanhecer e chamar o quartel de corpo de bombeiros da cidade próxima para ajudar na busca do afogado. Quando parecia que todos iam para suas casa, desistindo da procura, Sá Inácia gritou ordenando que não fossem embora, pois se fizessem isso, o caboclo d´água iria ficar com o afogado e nunca mais ninguém daquele lugar teria sossego.

(Continua)

 

 

 

                         
                         Por: Cecílio Elias Netto

(Por especial gentileza do autor)

Nem sequer me dera conta. Mas, ao postar a crônica de 22 de fevereiro, «Sem régua e compasso», o registro da área de administração de A PROV�NCIA indicava o número: 900.

Confesso ter-me espantado, num misto de susto e de envaidecimento. Pois eram, aqui em A PROV�NCIA, 900 crônicas, 900 vezes de textos em que, ao final, desejei Bom Dia ao leitor. Essa sucessão de dias após dias é assustadora. E, na verdade, não conseguimos ter ou viver a dimensão do tempo.

Em A PROVINCIA eletrônica, tudo começou como uma tentativa, de maneira simples, apenas experimental. Chamaram-me de visionário e, tivesse sido no sentido positivo da palavra, ter-me-ia sido honroso. Mas era pejorativo, algo soando como a louco, sonhador, sem visão de realidade.

E a realidade já, há alguns bons anos, é clara demais para não ser sentida, observada, sentida: os tempos da comunicação eletrônica, o milagre da internet. A PROVINCIA enfrentou o desafio de maneira ousada e pioneira e está sobrevivendo, próxima dos 2 milhões de acessos. E a croniqueta Bom Dia começou também com fase eletrônica, quando ainda nem sequer contávamos o número de acessos.

São pois, 900 vezes bom dia, escritos no cotidiano. Mas a história da coluna é longa, longa demais, próxima de completar 45 anos desde o seu surgimento.

Foi no dia 21 de julho de 1964. O jornal era a «Folha de Piracicaba», que eu dirigia e de que me tornava proprietário. Lembro-me de como aconteceu, dos porquês. Na realidade, foi fuga, desesperada fuga. O golpe militar apanhara-nos a todos, indistintamente. E a cada um em sua história pessoal, nos planos de vida, sonhos, desejos.

A «Folha» – de existência recente – caíra-me sobre os ombros, uma montanha para um moço então com apenas 24 anos carregar. E eu a carregava desde os meus 21 anos, num misto de quixotismo e teimosia consciente.

Era um jornal sem recursos, fundado por homens poderosos que, no entanto, não entendiam a própria aventura. O diretor da «Folha» afastara-se e o nosso saudoso e inesquecível Luiz Thomazzi – jornalista emérito na «Última Hora» paulista – assessorava os donos do jornal.

Quem haveria de ser o novo diretor? Thomazzi apontou o dedo em minha direção: «Ele.» Não me lembro se a terra se me abriu sob os pés, se foram os céus que desabaram sobre mim. Era 1961.

Quando os coturnos militares atropelaram Jango, levando também as instituições civis – lá estava eu à frente da «Folha». Ceifavam-se ilusões jovens, esmagara-se todo um projeto de vida. Interrogatórios, inquéritos, processos foram-se somando uns aos outros.

A minha anterior militância comunista – sonho dourado de uma geração apaixonada – somavam-se artigos agressivos. E um deles, em especial, a que dei o título de «Marechal da Banda», referência ao presidente militar, Castello Branco.

Um saudoso e querido amigo – o Antônio Perecin – brigou comigo para eu alterar o título. Alterei-o. Para «O marechal da banda de lá.» Diante da justiça militar, foi o que me salvou.

O mundo caíra-me, sim, sobre a cabeça, com todos os mares e montanhas e pedreiras. Nuvens, então, se abriram e vi rasgos de céu azul: minha mulher estava grávida do primeiro filho. Patrícia iria nascer. Mas chegaria a uma terra marcada por ódios, a um país violado em sua estrutura jurídica, a uma pátria cabisbaixa.

A alegria de ser pai, vinha, também, a angústia de um Brasil onde – contrariando o protesto do senador Moura Andrade – «a farda era toga».

Não era possível fazer de conta a vida ser a mesma. Pois o sonho terminara. Aquele sonho. E o jornalismo desses anos era escola que nos forjava para usar a pena enfrentando a espada. A participação era intensa, sangüínea e, comigo, estava uma plêiade de moços inquietos, amantes da liberdade. Víamos as vísceras do monstro. Era impossível ignorar chagas e mazelas, o chão já molhado de suor e de lágrimas, antecipando o sangue que viria.

Era como um massacre na inteligência, nas forças, esperança e ideais violentados. Sobrara-me a alma. E eu não poderia deixá-la esvair-se num corpo intoxicado de realidades amargas.

Precisei de um cantinho apenas para mim, um refúgio. Um espaço pequenino onde a alma vivesse o confessionário, o muro das lamentações, o poço das alegrias – onde, após o horror do cotidiano, o espírito pudesse respirar. Ou suspirar. E onde, então, eu fizesse de conta poder conversar com o leitor. No dia 21 de julho de 1964, nasceu esta coluna, o «Bom Dia».

Há quarenta anos, quatro décadas. Parece ter sido ontem, mas foi há mil anos. Vivi – com alguns intervalos – cada um desses dias. E sobrevivi. Foi uma vida. Tem sido. E, aqui, em A PROVINCIA, nesse novo e fantástico universo virtual, tive a graça de poder, por 900 vezes, desejar bom dia.

Hoje, pela 901ª vez, bom dia.

Pode comentar este texto carregando no seguinte link da Província de Piracicaba: Comentário.


Cecílio Elias Netto é fundador do Jornal A PROVINCIA

A PROVINCIA, como jornal impresso, foi fundada em 28 de Agosto de 1987, pelos jornalistas Cecílio Elias Netto e Gustavo Jacques Dias Alvim. Durante duas décadas, com idas e vindas, ela cumpriu o seu propósito e o sonho desenvolvido: recuperar a memória de Piracicaba, especialmente através da oralidade de seus mais antigos moradores, contar a história do município e da região, com fartura de documentos e de fotos e postais.

O lema continuou vivo quando, há cerca de dois anos, A PROVINCIA ingressou no universo digital, criando A PROVINCIA electrónica, com o mesmo objectivo e a mesma motivação: «Paixão por Piracicaba». Piracicaba é um município do estado de São Paulo. Sua população estimada em 2008 era de 365.440 habitantes.

 

Festa da Colônia de Gramado

Tradições da cultura alemã, italiana e portuguesa

Gramado realiza de 19 de março a 5 de abril a Festa da Colônia. Durante este período a cidade vai exibir, na Praça das Comunicações, ao lado da Rodoviária, a diversidade cultural dos moradores da área rural do município. As culturas italiana e alemã, herdadas dos primeiros colonizadores na região, serão lembradas pelas famílias descendentes, que mantêm os hábitos e costumes de seus antepassados.

Com desfiles de carretas enfeitadas com objetos utilizados no dia-a-dia do campo, apresentações de bandinhas e grupos de dança, degustação de comida caseira e exposição e venda de produtos coloniais, a Festa da Colônia incentiva o desenvolvimento do agroturismo e o intercâmbio cultural entre o homem do campo e o homem da cidade na Serra Gaúcha.

Duas princesas e uma rainha - eleitas entre as comunidades dos colonos - vão dar as boas-vindas aos visitantes.

«É uma bela festa que mostra a harmonia e a exuberância das tradições no cultivo das tradições portuguesa, italiana e alemã, tão importantes para o crescimento econômico e turístico do o Rio Grande do Sul onde está uma das maiores colônias de alemães e italianos do país», diz o Presidente da Festa, Noreh Michalski.

Na Rua Coberta, será realizado um culto ecumênico. Guias culturais vão conduzir e orientar os visitantes para que aproveitem o melhor da festa. Os restaurantes vão servir cardápios típicos, onde não faltam itens da culinária italiana - como sopa de capeletti, polenta, frangos, carnes e saldas - assim como os pratos da cozinha alemã - chucrute, batata com linguiça, carne de porco na panela, aipim etc.

Para quem procura petiscos com sotaque germânico, a Bier Platz será o endereço certo, um espaço onde serão servidos produtos típicos, incluindo chope e bolinho de batata. A Kaffeehaus, um café colonial embaixo de parreiras, também na praça, que fica no centro da cidade, servirá iguarias típicas de um café da colônia, com muitas guloseimas à disposição do público.

Os fornos de barro, montados para o evento na praça são uma atração à parte, exibindo a produção de pães e cucas, que poderão ser levados quentinhos pelo visitante. Os demais produtos feitos pela colônia também estarão à venda.

Aos sábados, o Desfile de Carretas terá lugar a partir das 16h, com a participação dos colonos, vestidos a caráter, que levam seus instrumentos de trabalho, produtos coloniais, frutas e verduras para a encencação que acontece no centro da cidade.

Quem busca um contato mais intenso com a colônia pode fazer o Passeio de Agroturismo, a bordo do ônibus temático, o «Princesinha», que revela curiosidades da região, como conhecer o local onde o casal da história que originou o filme o «O Quatrilho» estão enterrados e inclui a degustação de produtos típicos da colônia, prova de grappa (cachaça feita do bagaço da cana) etc.

Mais informações: www.festadacoloniagramado.com.br,

ou pelo telefone 54-3286 3211.